Decepção.
De-cep-ção.
Dece-p-ção.
Desce para ação.
Mudar, (re)construir.

Pisca.
Arrisca ser brilhante em um caminho assombroso, embaraçando os olhos dos mais amargos.
Desliga.
Falta-lhe coragem para encarar defeitos e anseios. Turbulência a qual faz sua pequena cabeça dar zilhões de voltas e fazê-la cair no chão.
Da luz ofuscante, do lampejo inconstante...
Ensaio o vôo de maior importância, e é onde tudo resolve se manifestar: os galhos, as folhas, o vento... a tempestade.
Será que desta barreira irei passar?
Será que minha luz se manterá para iluminar esta rota?
O medo retoma, coberto pela insegurança de tentar.
Sigo no efeito vagalume: meio on, meio off. Mas ainda ansiosa para iluminar.
Vaga... lume.

Pra mim isso começou na sexta. Há tempos queria trocar de apartamento, ir para um lugar mais tranqüilo do que a muvuca onde eu morava, além de ter um canto meu e do meu excelentíssimo.
Antes de qualquer coisa, a maior e mais cansativa saga foi na busca do novo lar, algo que nos agradasse não só na estrutura e localidade, mas principalmente no que se diz respeito aos pilas. Tem que ter muita paciência pra isso.
Bem, sexta-feira, dia 03 de fevereiro de 2012, as 7h40min da manhã bate no futuro-ex-apê o pessoal que contratamos para fazer a mudança. Sim, praticamente de madrugada, não esperava ser tão cedo assim. Mas enfim, foi melhor. Eram 6 caras, um deles desmontava o que precisava, os demais iam descendo com o restante, encaixotando o que precisava. Sem mentira, me espantei com a velocidade e o cuidado deles: em 1 hora, mais ou menos, eles já havia tirado tudo de dentro do apartamento! Os felinos, Chuck e Sofia, que fizeram a festa com a bagunça.
Meus pais vieram de surpresa pra cá, para me ajudar, já que eu consegui folga no trabalho e meu namorado não. Eu estaria sozinha comandando tudo se não fossem eles! Foi de grande ajuda terem vindo a Porto Alegre, pois a correria durante o dia foi grande.
Seguimos para o novo endereço da felicidade, e novamente em 1 hora os caras já haviam colocado tudo dentro do apartamento, montado o que desmontaram. Super rápido! Aí que começam o detalhes a aparecerem: instalar chuveiro, ver a voltagem da luz, guardar miudezas, organizar os ambientes, comprar o que faltava, trocar o que não estava 100% bom. No fim do dia estava tudo praticamente organizado e meus pais seguiram de volta para Santa Maria (minha cidade).
Eis a primeira noite de casa nova! Mas sem muitas comemorações, pois estava moída, de tanto correr com tudo. Sem falar que não parou por aí: sábado fomos no apartamento antigo para limpar e pintar ele. Sim, não queríamos gastar uma fortuna contratando pintor, que acabamos fazendo o serviço. E garanto: ficou profissional e eu sei passar massa corrida melhor que os marmanjos que estavam lá!
Tudo certo agora. De casa nova, tudo quase 100% arrumado, mas o que importa é estarmos nos sentindo bem com o lugar. Isso é o que mais importa, encontrarmos um lugar que nos aconchegue.
É, 2012 apenas começando! Que dê sorte a nova morada, e que os dias transbordem felicidade e realizações.
Nos últimos dias (ou tempos) tenho notado que está muito fácil qualquer pessoa se intitular “fotógrafo”. A tecnologia tem facilitado e muito o acesso a recursos bacanas para quem adora tirar foto, como é o caso de aplicativos como o Instagram e derivados. Fazer fotos “cool”. Acho bacana tu poder ter estes recursos ao alcance das mãos tão fácil, só não concordo com o fato de que com isso qualquer pessoa possa vir dizer que é um artista fotográfico.
Porque?
Bueno, primeiro que pra mim não basta apenas apertar o botão e tá feito. Fotografia é o teu olhar sobre aquela cena, aquele detalhe. É capturar a essência que ali existe ou descobrir ela. É se doar para aquele momento, que com toda a certeza, será único. Jamais tu conseguirá captar aquilo de novo, exatamente como era naquele instante. É preciso ser rápido, ver não só com o visor da câmera, mas com os olhos e o coração.
Estou falando aqui feito uma boba apaixonada, mas é verdade. Sou apaixonada e admiradora desta arte. Sempre busco mais sobre o assunto, assim como nas fotos que faço com minhas lomos. Não quero apenas que seja “descolado” ou com um efeito legal. Quero também transmitir algo naquele espaço de tempo registrado no papel. Sim, no papel, pois a fotografia analógica, em minha opinião, tem o seu charme e seu valor.
Aos que se dizem fotógrafos por conseguirem reproduzir imagens legais pela facilidade que a tecnologia os proporciona, doce ilusão. É preciso ter paixão, conhecimento sobre o que tu está fazendo, curiosidade de saber como aquilo é feito.
É, meu amor analógico. Da ansiedade a curiosidade em queimar um filme, esperar revelar e ver o resultado. Tentar formas diferentes em deixar aquele registro único e sempre buscar uma referência, uma inspiração, o detalhe para ser o clic certo e na hora certa.
De nada adianta ter excelentes recursos e não saber usá-los a seu favor, ou não ter o que mais a gente exercita nesta arte: o olhar. É feeling.


"O vento vai dizer lento o que virá, e se chover demais, a gente vai saber, claro de um trovão, se alguém depois sorrir em paz." (O vento, Los Hermanos)Comprei mesmo a ideia e quis compartilhar como anda este desafio fotográfico. Desafio pois tem certos momentos que tu não tem ideia do que registrar, mas garanto: é divertido! Claro que não fico apenas em uma foto. Clico várias no dia, muitas vezes com o meu celular mesmo, e dentre elas escolho a que melhor resume meu dia, ou o momento do dia que teve algo de bom ou de bonito. O tema que escolhi foi o meu cotidiano, registrar o que acontece no meu dia-a-dia seja lá o que for. Chamo de Projeto Cotidiano 365.
Hoje é o 24º dia do meu projeto. É, e ainda tem muito o que fotografar!
Abaixo fiz uma montagem das fotos que já tirei, mas se quiser acompanhar, o link do Tumblr está aqui: http://cotidiano365.tumblr.com/